Era uma das poucas coisas que eu conhecia do Jeff Buckley. Não lembro qual foi a primeira vez que escutei, nem onde. Sempre esteve na lista de músicas pra ouvir toda vez em que sentia "dor de amor", sabem?
É, porque tem dias, sim, que a gente sucumbe e sentir dor de amor não parece tão ridículo assim. Aquele dia de ficar de bode, deitado na cama, lembrando um monte de coisas boas de uma história que não terminou tão bem assim.
Não sei vocês, mas em cada uma das minhas (poucas) histórias sempre tive o período de escutar um monte de músicas sobre decepções e mimimis de quem alguém que foi largado no meio do caminho por uma pessoa que, supostamente, era pra vida toda.
Pois bem...e cá estou eu em mais um desses processos. O de dizer adeus sem querer. E, mais uma vez, ele entra com o pé e eu com a bunda - embora ele diga que não será nosso Last Goodbye.
Foi uma das primeiras canções que nos conectou. Ele ama o Buckley, me apresentou um monte de outras canções do Buckley e me contou a história trágica da vida do Buckley. Significa que toda vez em que eu ouvir toda e qualquer canção do Buckley vai doer.
Toda santa vez em que eu ouvir esse cara cantando vou me lembrar da capa do CD no quarto, de Paris, de Memphis, de Orlando, daquela estrada que leva de Foligno a Corciano, das piadinas, do Mini Cooper e de um monte de coisas que eu achei que seriam pra vida toda...mas não serão.
Enfim: #ficaadica pra quando seu coração sangrar por aí: Last Goodbye é daquelas boas pro seu setlist.
E obrigada, Blogger, por não deixar eu postar o video direto aqui
Last Goodbye
A música e eu
martedì 24 marzo 2015
sabato 14 marzo 2015
Piccola Stella Senza Cielo - Ligabue
Das milhares de canções italianas que escutei desde que me interessei pelo idioma, lá pelo início dos anos 2000, essa aqui foi a que escolhi pra chamar de "minha", ou de "sou eu".
A primeira vez que escutei "Piccola Stella Senza Cielo" era uma versão da Dolcenera, nem imaginava quem era Luciano Ligabue - e muito menos que a versão original era tão melhor. Era mais ou menos 2006, 2007.
Esse era o nome do meu antigo blog (ainda existe o endereço, mas apaguei tudo depois de contar histórias sobre meus últimos dois relacionamentos mal sucedidos, rá).
Sempre me senti "uma pequena estrela sem ceu". Podem rir. Quando ouvi essa música interpretei como alguém solitário perdido no meio do nada - afinal, cada um entende e sente uma canção como bem quer. Não interpretem como #mimimi, por favor, não é isso.
Tirando a certeza do que queria ser quando crescesse, desde meus 12 anos, nunca soube muito bem onde me encaixar ou como me encaixar. Nunca fui a mais brilhante entre as três filhas dos meus pais. Na escola, sempre fui a pior de notas e de disciplinas. Nunca fui a melhor em absolutamente nada. Nunca fui do clube das bonitinhas, nem dos nerds, nem dos melhores atletas da escola. Nunca fui a mente brilhante da faculdade, muito menos o Prêmio Esso de Jornalismo.
Talvez, sim, eu tenha encontrado meu ceu. Talvez ainda faltem algumas estrelas nele. Mas, por enquanto, tudo está escuro de novo.
Aqui estão o original do Ligabue e a versão da Dolcenera.
A primeira vez que escutei "Piccola Stella Senza Cielo" era uma versão da Dolcenera, nem imaginava quem era Luciano Ligabue - e muito menos que a versão original era tão melhor. Era mais ou menos 2006, 2007.
Esse era o nome do meu antigo blog (ainda existe o endereço, mas apaguei tudo depois de contar histórias sobre meus últimos dois relacionamentos mal sucedidos, rá).
Sempre me senti "uma pequena estrela sem ceu". Podem rir. Quando ouvi essa música interpretei como alguém solitário perdido no meio do nada - afinal, cada um entende e sente uma canção como bem quer. Não interpretem como #mimimi, por favor, não é isso.
Tirando a certeza do que queria ser quando crescesse, desde meus 12 anos, nunca soube muito bem onde me encaixar ou como me encaixar. Nunca fui a mais brilhante entre as três filhas dos meus pais. Na escola, sempre fui a pior de notas e de disciplinas. Nunca fui a melhor em absolutamente nada. Nunca fui do clube das bonitinhas, nem dos nerds, nem dos melhores atletas da escola. Nunca fui a mente brilhante da faculdade, muito menos o Prêmio Esso de Jornalismo.
Talvez, sim, eu tenha encontrado meu ceu. Talvez ainda faltem algumas estrelas nele. Mas, por enquanto, tudo está escuro de novo.
Aqui estão o original do Ligabue e a versão da Dolcenera.
You've lost that loving feeling - versão do Elvis
Sou dessas pessoas que escrevem com mais frequência e melhor quando estão de bode com a vida. Sempre foi assim. Pois bem, estou naquela fase ruim de novo.
E em mais uma dessas crises me peguei no meio do trânsito pensando em um novo lugar pra chamar de muro das lamentações, ou, como conhecemos no mundinho virtual: um blog.
Quando dirijo tenho meus momentos de "túnel do tempo", já que estou sempre com o rádio ligado. E parece que toda e qualquer música lembra alguma situação ou alguém.
É esquisito. Nos muitos minutos que passo dentro do carro tenho sensações de alegria, tristeza, raiva...assim, uma atrás do outra.
Como eu disse, o período não é dos mais fáceis. Escolhi o Rei pra inauguração do meu murinho das lamentações. E a música de dor-de-cotovelo diz tudo sobre como anda minha vida.
Quem diria que pouco mais de dois meses depois de visitar Memphis e Graceland eu escolheria justamente essa canção do Elvis pra dizer como me sinto.
Aquele amor já não existe mais, e embora eu quisesse que realmente ele pudesse voltar, acho que é tarde demais.
E em mais uma dessas crises me peguei no meio do trânsito pensando em um novo lugar pra chamar de muro das lamentações, ou, como conhecemos no mundinho virtual: um blog.
Quando dirijo tenho meus momentos de "túnel do tempo", já que estou sempre com o rádio ligado. E parece que toda e qualquer música lembra alguma situação ou alguém.
É esquisito. Nos muitos minutos que passo dentro do carro tenho sensações de alegria, tristeza, raiva...assim, uma atrás do outra.
Como eu disse, o período não é dos mais fáceis. Escolhi o Rei pra inauguração do meu murinho das lamentações. E a música de dor-de-cotovelo diz tudo sobre como anda minha vida.
Quem diria que pouco mais de dois meses depois de visitar Memphis e Graceland eu escolheria justamente essa canção do Elvis pra dizer como me sinto.
Aquele amor já não existe mais, e embora eu quisesse que realmente ele pudesse voltar, acho que é tarde demais.
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